6 situações em que a cirurgia de joelho é indicada

Dor constante, limitação de movimentos e lesões podem indicar a necessidade de cirurgia de joelho. Entenda quando a cirurgia é indicada, quais sintomas merecem atenção e quais práticas ajudam a recuperar a mobilidade.
Cirurgia ortopédica

A dor no joelho é uma queixa comum que pode ser tratada com abordagens conservadoras associadas a mudanças no estilo de vida. No entanto, existem situações em que esses tratamentos não são suficientes e a cirurgia de joelho passa a ser considerada como a melhor alternativa para recuperar a função da articulação e aliviar a dor.

Quando o desconforto persistir, limitar atividades diárias e comprometer a qualidade de vida, significa que tratamentos mais avançados podem ser necessários, como a cirurgia do joelho com prótese. Assim, entender quando protocolos cirúrgicos são indicados reduz inseguranças para decisões mais conscientes sobre o tratamento, que deve ser realizado junto a um profissional.

Por isso, de modo a te ajudar a entender quando o tratamento tradicional pode não ser suficiente e a intervenção cirúrgica é necessária, neste conteúdo a Dra. Luciana Saab (CRM 121957 – SP | RQE 81830), ortopedista especialista em joelho com mais de 15 anos de experiência, explica quais as situações em que a cirurgia ortopédica é indicada, como funciona e quais os benefícios dessa prática. Acompanhe!

Como funciona o joelho?

O joelho é uma das articulações mais importantes e complexas do corpo humano. Ele é responsável por movimentos essenciais para o caminhar, correr, sentar e levantar, além de suportar parte do peso corporal.

Sua estrutura é formada pela conexão entre três ossos principais: o fêmur, a tíbia e a patela. Esses ossos são revestidos por cartilagem, que permite o deslizamento suave entre as superfícies, evitando o atrito direto.

Além disso, o joelho conta com estruturas para a estabilidade e funcionamento, como os ligamentos (responsáveis por manter a articulação firme), os meniscos (que atuam como amortecedores) e os tendões (que conectam músculos aos ossos).

Quando alguma dessas estruturas sofre lesão, desgaste ou inflamação, o funcionamento do joelho é comprometido, o que pode levar à dor, instabilidade e limitação de movimento. Assim, demandando acompanhamento e tratamento.

Quando a cirurgia de joelho é indicada?

A cirurgia de joelho é um tratamento “complementar” e costuma ser indicada quando outras abordagens, como fisioterapia, não apresentam resultados satisfatórios, ou quando há lesões mais graves que exigem intervenção direta para não impactar a saúde geral ou rotina. De forma geral, a cirurgia pode ser recomendada nas seguintes situações:

  1. Lesões ligamentares graves

Lesões completas de ligamentos ou lesões ligamentares agudas, como o ligamento cruzado anterior (LCA), podem comprometer a estabilidade do joelho. Quando há instabilidade significativa, principalmente em pacientes ativos, a cirurgia de joelho ligamentos é indicada para reconstrução ligamentar.

  1. Lesões de menisco com sintomas persistentes

Embora muitas lesões meniscais possam ser tratadas de forma conservadora, casos com dor persistente, travamento do joelho ou limitação funcional podem exigir intervenção cirúrgica. Assim, lesões agudas ou crônicas, que causam bloqueio ou dor constante, precisam ser avaliadas para indicação cirúrgica.

  1. Artrose avançada do joelho

Nos estágios mais avançados da artrose, quando há grande desgaste da cartilagem com perda da mobilidade e dor intensa que não melhora com protocolo clínico, a cirurgia — como a colocação de prótese — pode ser indicada para restaurar a função no processo de tratamento da artrose do joelho.

  1. Fraturas e traumas

Fraturas que envolvem a articulação do joelho (ossos do joelho quebrados) ou traumas mais graves podem necessitar de cirurgia para alinhamento e estabilização das estruturas.

  1. Instabilidade articular ou patelar recorrente

Casos em que a patela sai do lugar ou há sensação de deslocamentos durante as atividades podem exigir correção cirúrgica, principalmente quando há alterações anatômicas associadas à instabilidade articular.

  1. Falha do tratamento conservador e outros casos

Quando o paciente já realizou fisioterapia, uso de medicações, infiltrações e outras abordagens sem melhora significativa, a cirurgia pode ser considerada como próxima etapa. Já casos com dor persistente (mesmo em repouso) e deformidades progressivas também podem indicar que é o momento de avaliar a abordagem cirúrgica para correção do joelho.

Cirurgia de joelho: o que é e como é feita?

A cirurgia de joelho é um procedimento realizado para corrigir lesões, aliviar dores, reparar estruturas danificadas, restaurar a função articular ou substituir partes da articulação comprometida. Com alto índice de satisfação, visa devolver a qualidade de vida, permitindo atividades de baixo impacto, sendo comum o retorno à marcha no mesmo dia. 

Para que seja possível, atendendo às diferentes necessidades, existem diferentes tipos de cirurgia, e a escolha depende da condição do paciente. Entre as mais comuns estão:

  • artroscopia para lesões meniscais/ligamentares: procedimento minimamente invasivo, realizado com pequenas incisões e uso de câmera, indicado para tratar lesões de menisco, cartilagem, ligamentos ou remover corpos livres;
  • reconstrução ligamentar: utilizada principalmente em lesões de LCA, para reparação e/ou substituição do ligamento por enxerto;
  • prótese de joelho (artroplastia para artrose – total ou parcial): indicada em casos de artrose avançada, principalmente em pessoas acima de 60 anos. Substitui a articulação desgastada por uma artificial de componentes geralmente metálicos ou de polietileno (plástico especial);
  • osteotomia: realinhamento ósseo para corrigir deformidades e reduzir a pressão na articulação. 

De modo geral, a cirurgia pode ser realizada com anestesia geral, raquianestesia ou uma combinação de ambas. A escolha dependerá do tempo estimado do procedimento e da estratégia de melhora da dor após o procedimento.

O tempo de recuperação varia conforme o tipo de procedimento. E, após a cirurgia, a reabilitação deve ser realizada. De modo geral, após o procedimento, a fisioterapia ajuda a recuperar a mobilidade e fortalecer a musculatura.

Quais os cuidados para recuperação e pós-operatório?

Para a devida recuperação, o paciente é incentivado a andar e movimentar o joelho logo após o procedimento, desde que cuidados sejam tomados em conjunto com o profissional que acompanha o caso.

A fisioterapia é essencial para o controle da dor, redução de risco e do edema em si e ganho de amplitude de movimento. Já o tempo de recuperação pode variar de 4 a 6 semanas (artroscopia simples) até 3 a 12 meses (próteses ou reconstruções complexas). Lembre-se de avaliar junto ao médico responsável para entender o prazo e os cuidados complementares para seu quadro.

Em todo caso, exercícios de baixo impacto, como natação, caminhada e bicicleta, geralmente são liberados, enquanto esportes de impacto devem ser evitados. 

Como saber se é o momento de operar?

A decisão pela cirurgia deve ser individualizada e avaliada pelo médico ortopedista. Não existe uma regra única, mas alguns sinais indicam que é hora de avaliar junto ao profissional essa possibilidade (ou procurar o suporte de um). São eles:

  • dor persistente que não melhora com tratamento;
  • limitação importante das atividades diárias (como dificuldade para caminhar ou subir escadas);
  • sensação de instabilidade no joelho;
  • episódios frequentes de travamento;
  • impacto significativo na qualidade de vida;
  • inchaço e rigidez frequentes;
  • falha no tratamento conservador após alguns meses. 

O mais importante é que essa decisão seja tomada em conjunto com um especialista, após avaliação detalhada do quadro clínico. Também deve considerar o nível de atividade e impacto na qualidade de vida, além da idade do paciente. 

A cirurgia sempre resolve o problema?

A cirurgia costuma apresentar bons resultados quando bem indicada, mas seu sucesso depende de diversos fatores, como o tipo de lesão, a técnica utilizada e o comprometimento do paciente com a reabilitação.

Seguir corretamente as orientações médicas e realizar a fisioterapia são etapas essenciais para uma recuperação adequada.

Palavra da especialista

“A cirurgia de joelho deve ser indicada com critério, sempre considerando o impacto da dor e da limitação na vida do paciente. Em muitos casos, ela é capaz de restaurar a função da articulação e devolver qualidade de vida, mas o sucesso depende também de uma boa reabilitação e comprometimento do paciente. Por isso, durante meu acompanhamento, ofereço atendimento humanizado para entender e apoiar as necessidades de cada paciente.”

  • Dra. Luciana Saab (CRM 121957 – SP | RQE 81830), ortopedista especialista em joelho com mais de 15 anos de experiência

Avaliação especializada e suporte na cirurgia de joelho

Conviver com dor persistente ou limitação no joelho interfere na qualidade de vida e não precisa ser sua realidade. E, para mudar esse cenário, é importante entender a causa e avaliar as melhores opções de tratamento, incluindo a necessidade de cirurgia de joelho, em conjunto com um profissional especializado.

Por isso, se deseja conhecer as opções para tratar seu joelho, agende uma consulta com a Dra. Luciana Saab e receba um diagnóstico preciso, com um plano de cuidado individualizado para o seu caso.

Dúvidas frequentes (FAQ – cirurgia de joelho)

Toda dor no joelho precisa de cirurgia?

Não. A maioria dos casos de dor no joelho melhora com protocolos e tratamentos diversos, como terapia de choque, infiltração e fisioterapia. Mas, a necessidade e possibilidade de recuperação deve ser avaliada pelo ortopedista.

Depende do tipo de cirurgia, podendo variar de semanas a meses.

Como qualquer procedimento, existem riscos, mas são reduzidos quando realizada por especialista. Na cirurgia de joelho o risco se relaciona a infecções (bactérias que formam biofilme) ou trombose, o que é reduzido com o devido acompanhamento, uso de antibióticos (se necessário) e rotina de exercícios conforme a orientação profissional.

Sim, a reabilitação é essencial para recuperar movimento e força.

Na maioria dos casos, sim, após liberação médica e recuperação adequada.

Não é permanente, mas pode durar muitos anos, dependendo do uso e cuidados.

Quando há dor persistente, limitação de movimento, instabilidade ou falha do tratamento conservador, a cirurgia pode ser indicada após avaliação médica.

Quando há dor persistente, limitação de movimento, instabilidade ou falha do tratamento conservador, a cirurgia pode ser indicada após avaliação médica.

Dor frequente, rigidez, estalos, inchaço e dificuldade para movimentar ou apoiar o peso são sinais comuns.

Depende do tipo de procedimento, mas geralmente dura entre 1 e 2 horas.

Sim, desde que o diabetes esteja controlado e haja acompanhamento médico adequado antes e após o procedimento.

Evitar esforço excessivo, não descumprir o repouso recomendado e não pular etapas da fisioterapia.

Na maioria dos casos, há melhora significativa da função e da dor, mas a recuperação depende do tipo de cirurgia e da reabilitação adequada.

Seguir orientações médicas, realizar exames pré-operatórios, manter controle de doenças e preparar o ambiente para a recuperação, evitando esforços desnecessários.

Dor intensa, inchaço importante, dificuldade para apoiar o pé, instabilidade ou travamento indicam possível lesão grave e necessidade de avaliação especializada.

A Dra. Luciana Saab (CRM 121957 – SP | RQE 81830) é ortopedista especialista em joelho, com mais de 15 anos de experiência no diagnóstico e tratamento de dores articulares, artrose, lesões de menisco e ligamento cruzado (LCA). Atua com medicina esportiva, infiltrações guiadas por ultrassom e terapia por ondas de choque, oferecendo um atendimento personalizado e baseado em evidências.

Dra. Luciana Saab - Ortopedista